Inflação Aperta o Bolso em BH: IPCA-15 de Janeiro Expõe Alta em Alimentos e Transportes

Por Gabriela Sales 


O IPCA-15 divulgado nesta terça-feira (27) pelo IBGE mostrou que a inflação segue pressionando o orçamento das famílias. Em Belo Horizonte, o impacto aparece principalmente nos gastos com alimentação, transporte e serviços básicos.  

O IPCA-15 de janeiro registrou alta de 0,20%, um resultado menor do que os 0,25% observados no último mês de 2025 e também um pouco abaixo das expectativas do mercado financeiro. Esse número expressa a variação média dos preços de uma cesta de bens e serviços consumidos pela população e que impacta diretamente o orçamento das famílias.  

No acumulado dos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,5%, já no limite superior da meta de inflação definida pelo Banco Central. Essa taxa mostra que, ao longo de um ano, os preços continuaram subindo em ritmo consistente, mesmo com certa desaceleração nas últimas leituras.  

Para quem vive em Belo Horizonte, esse cenário significa que a inflação ainda é perceptível no supermercado, no posto de gasolina, na farmácia e em serviços cotidianos. Nos últimos meses, muitas famílias da capital mineira sentiram que itens como alimentação, produtos de higiene pessoal, planos de saúde e tarifas de transporte têm pesado no orçamento — justamente grupos que tiveram impacto relevante na composição do IPCA-15.  

No caso dos transportes urbanos, por exemplo, mesmo com algumas quedas em tarifas em certas cidades do país, os preços de itens ligados à mobilidade e comunicação continuam a influenciar o bolso das pessoas. E com a energia elétrica registrando variações conforme as bandeiras tarifárias, moradores de Belo Horizonte acabam sentindo essas oscilações diretamente na conta de luz.  

O que esperar daqui para frente 

O resultado do IPCA-15 chega em um momento em que o Banco Central está prestes a decidir sobre a taxa básica de juros, a Selic. A inflação sendo pressionada para cima, mesmo que de forma moderada, pode influenciar essa decisão e consequentemente o custo do crédito no país.  

Para quem vive em Belo Horizonte, isso significa que a estratégia dos próximos meses para equilibrar o orçamento pode continuar exigindo cuidado com gastos variáveis, buscando ofertas e, sempre que possível, planejando compras mais longas, especialmente em itens que mais pesam no orçamento familiar. 

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